Coimbra

Talude do Vale das Flores é da “responsabilidade” do vereador Francisco Queirós

António Alves | 1 semana atrás em 24-03-2025

Imagem: CDU Olivais

José Manuel Silva espera que o vereador com o pelouro dos Espaços Verdes “não o deixe cair”.

O vereador da CDU recordou o alerta feito no passado sábado, 22 de março, pela secção de Santo António dos Olivais da coligação.

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Na nota, é dito que “as telas de suposta proteção do talude voaram e já são notórios os ravinamentos na encosta”.

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“Desta forma, com mais umas chuvas as terras do talude vão ser arrastadas para um caminho que é apenas feito de terra, nem sequer tem gravilha, não tem qualquer proteção e vai ficar um lamaçal”, referem.

No período antes da Ordem do Dia, Francisco Queirós reiterou as preocupações do fim de semana lembrando que “o espaço arborizado pela Metro Mondego no Vale das Flores, prematuramente inaugurado, não resistiu à intempérie, tendo ocorrido deslizamentos de terra que as telas cocadas no talude não conseguiram conter”.

Em resposta, o presidente José Manuel Silva referiu que o partido a que pertence deveria “ter guardado” a nota emitida no sábado, recordando a Francisco Queirós que esse talude é “da sua responsabilidade”, mais concretamente, da Divisão de Espaços Verdes e Jardins (DEVJ). “Espero que não o deixe cair”, frisou.

Coube a Ana Bastos reduzir as preocupações reveladas na nota da CDU. No entender da autarca, os dados revelados pelos inclinómetros não apontam para o risco de derrocada naquele talude.

Sobre os plásticos, explicou que eles foram ali instalados como regime preventivo. “Serve para mitigar, mas se o talude tiver de cair ele cai”, afirmou, explicando de seguida que o problema vem do tempo da construção da rua a qual terá sido feita em cima de aterros de entulhos que depois não foram bem compactados.

Refira-se que a floresta urbana junto à ribeira do Vale das Flores, no centro de Coimbra, foi inaugurada a 13 de janeiro, num projeto promovido pela Metro Mondego, que incluiu a erradicação de espécies invasoras da zona.

A intervenção permitiu a plantação de 2.440 arbustos e mais de 400 árvores, a maioria autóctones, como carvalhos, sobreiros, amieiros, freixos e loureiros.

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