Coimbra
Suzana Menezes diz que “a cultura e o património não podem ser a bela flor que colocamos na lapela em dias de festa”
A diretora regional de Cultura do Centro afirmou, esta segunda-feira, 26 de junho, que “sem uma sólida estratégia de cultura não haverá desenvolvimento sustentável, nem haverá coesão territorial, nem haverá comunidades verdadeiramente comprometidas com o seu território, capacitadas e capazes de enfrentar melhor os desafios que têm pela frente”.
“Por isso mesmo, a cultura e o nosso património não podem ser a bela flor que colocamos na lapela em dias de festa”, sustenta.
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Suzana Menezes, que discursava na cerimónia de reabertura do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, referiu que a Direção Regional de Cultura do Centro deixou à “região e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) um conjunto de instrumentos de política pública para a defesa e valorização da cultura e do património cultural, pioneiros, coerentes e cientificamente bem estruturados”.
A responsável espera que “se juntem, em breve, os muito necessários Planos Estratégicos Municipais de Cultura e Educação que irão resultar do projeto-piloto desenvolvido pela DRCC e pelo Plano Nacional das Artes (PNA) para motivar os municípios ao desenvolvimento de uma visão estratégia sólida que assuma a cultura, a arte e o património como matriz fundamental do desenvolvimento sustentável da região ao longo da próxima década”.
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, um dos mais icónicos monumentos da cidade de Coimbra e classificado como Monumento Nacional desde 1910, voltou a abrir ao público, numa cerimónia presidida pela secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.
A cerimónia contou com dois apontamentos musicais interpretados pela soprano Carla Bernardino e pelo Coro Sinfónico Inês de Castro.
Nesta sessão foi sentida a ausência do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva. Ao Notícias de Coimbra, Suzana Menezes referiu que o autarca não esteve presente porque “teve uma reunião urgente com o ministro da Saúde”.
Este emblemático monumento estará aberto ao público de terça-feira a domingo, das 10:00 às 18:00. O bilhete geral tem um custo de quatro euros, já os estudantes e os séniores pagam dois euros e as crianças até aos 12 euros têm entrada gratuita.
De referir que esta tarde, pelas 15:30 haverá um espetáculo para a infância “Canta-me um Conto em Coimbra”, pela companhia de teatro Atrapalharte. Esta performance teatral, especialmente concebida para crianças e jovens, é inspirada nas lendas e na história da cidade de Coimbra.
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