Saúde

Será a vitamina D a nova esperança no tratamento da esclerose múltipla?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 dia atrás em 02-04-2025

Um estudo recente conduzido por várias instituições de investigação em França encontrou fortes evidências clínicas de que a suplementação com vitamina D pode ser eficaz no tratamento da esclerose múltipla (EM), uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central.

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Embora a vitamina D seja normalmente obtida através da exposição à luz solar, também pode ser encontrada em alimentos como peixes gordos, ovos e alguns cogumelos. A vitamina D desempenha um papel essencial no funcionamento do sistema imunitário, na absorção de cálcio, no crescimento celular, no metabolismo e na atividade neuromuscular.

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Já era sabido que a deficiência desta vitamina aumentava o risco de desenvolvimento da esclerose múltipla, uma doença autoimune em que o organismo ataca a bainha protetora das células nervosas. Tendo isso em mente, cientistas realizaram um ensaio clínico com 303 participantes diagnosticados com síndrome clinicamente isolada (SCI), uma condição frequentemente precursora da EM. Durante dois anos, metade dos participantes recebeu doses elevadas de vitamina D (colecalciferol) a cada duas semanas, enquanto o outro grupo tomou um placebo, pode ler-se no Leak.

Os resultados do estudo mostraram que o grupo que recebeu a vitamina D apresentou uma redução significativa nas lesões no cérebro e na medula espinhal, em comparação com o grupo do placebo. A atividade da doença foi observada em 60,3% dos participantes que tomaram vitamina D, em comparação com 74,1% no grupo do placebo. Esses resultados foram considerados estatisticamente significativos, sugerindo que a vitamina D pode ajudar a prevenir alguns dos danos causados pela esclerose múltipla.

Adicionalmente, os investigadores conseguiram identificar os perfis dos pacientes que mais beneficiaram da suplementação, sendo este grupo composto por pessoas com deficiências graves de vitamina D, índice de massa corporal (IMC) normal e sem lesões na medula espinhal no início do estudo.

Embora os resultados tenham sido promissores, algumas questões ainda permanecem em aberto. A maior parte das conclusões foi baseada em imagens de ressonância magnética, que medem danos no sistema nervoso central, mas as diferenças entre os dois grupos em relação aos sintomas clínicos da EM e à taxa de recaídas não foram significativas.

Agora, os cientistas pretendem aprofundar a pesquisa sobre os efeitos da vitamina D na esclerose múltipla e explorar melhor os mecanismos envolvidos. Sabe-se que esta vitamina pode influenciar o sistema imunitário, mas como a doença está associada a uma resposta imune desregulada, é crucial entender como esta interação ocorre.

A investigação sobre a esclerose múltipla continua a evoluir, com o objetivo não apenas de mitigar os efeitos da doença, mas também de identificar suas causas e possíveis formas de reversão.

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