LÚCIA SANTOS
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Já todos fomos confrontados com a necessidade premente de conquistarmos a nossa independência e sermos como as gerações passadas, que cedo atingiram aquilo com que hoje apenas sonhamos.
Somos repetidamente lembrados que antigamente deixavam de ser considerados jovens com o primeiro emprego, o casamento ou a saída de casa por qualquer outra razão, momentos a partir dos quais não era tolerada a dependência da família.
Mas este conceito deixou de fazer sentido. O mundo hoje é outro.
No mundo de hoje a taxa de desemprego entre os jovens ultrapassa duas vezes a dos adultos, o desemprego jovem de longo termo aumentou 3,7% entre 2008 e 2012 e o emprego jovem tende a ser cada vez menos estável, em muito devido aos contratos temporários e aos trabalhos em part-time.
A somar a esta dificuldade de integração no mercado de trabalho, decorrente da forte crise económica que o nosso país atravessa, têm ainda de suportar custos intrínsecos ao trabalho/educação/formação elevadíssimos, não têm mercado de arrendamento e suportam através das suas contribuições uma segurança social com a certeza que não os servirá.
Por todas estas razões o sentimento de resignação entre os jovens tem-se tornado particularmente preocupante, sendo cada vez maior o número dos jovens inactivos que declararam que querem trabalhar mas não procuraram activamente emprego.
As reivindicações dos jovens são por isso justas e têm que ver com a liberdade que hoje lhes é negada. Ninguém pode ambicionar ser livre sem rendimento e só há duas formas de o obter, através de trabalho dependente ou através de investimento/empreendedorismo. Urge por isso reanimar a economia e oferecer aos jovens empreendedores condições para que estes possam investir na criação do seu próprio emprego.
LÚCIA SANTOS
Presidente da Juventude Popular de Coimbra
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