As baixas temperaturas são menos suportadas pelos mais velhos. A verdade é que com o envelhecimento, o corpo fica mais vulnerável ao frio, isto porque a capacidade do organismo regular a temperatura deteriora-se.
Isto pode aumentar o risco de hipotermia ou hipertensão arterial, indica o Alimente +.
“Fatores presentes no envelhecimento, como a perda de gordura subcutânea, a fragilidade capilar e a redução da capacidade de transpiração, contribuem para que os idosos percebam a sensação de frio com maior intensidade, mesmo em ambientes com temperaturas moderadas”, explica Nives Fernandéz Letamendi, chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Quirónsalud Zaragoza.
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De acordo com a especialista, as pessoas mais velhas sentem o “sobreaquecimento com menos intensidade e, de facto, mesmo em caso de infeção, podem não ter febre em resposta à mesma”.
O aumento da pressão arterial nos idosos pode estar relacionado com o facto de, quando registadas temperaturas mais baixas, o corpo perder calor e contrair os vasos sanguíneos para tentar manter a temperatura corporal. Para que exista uma boa adaptação ao frio, é importante vestir roupas quentes, de forma a evitar a hipotermia. No caso dos idosos, a preocupação acresce, nomeadamente com os que têm doenças que lhes dificultam vestir adequadamente, como o Parkinson ou demência.
Os sintomas que podem alertar para hipotermia são a “sonolência, a confusão, o pulso fraco ou a dificuldade acrescida em deslocar-se”, indica a especialista. Mas atenção que a sensação de frio nem sempre está relacionada com temperaturas baixas. Na sua origem pode estar uma doença como um distúrbio na tiroide, ou diabetes. Deve, por isso, estar alerta para outros sintomas associados como aumento da lentidão e peso injustificado, obstipação, sede e aumento da frequência urinária.
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