Coimbra

Podas cirúrgicas nos plátanos do Parque Manuel Braga iniciam-se amanhã

Notícias de Coimbra | 4 anos atrás em 25-05-2021

No âmbito da empreitada em curso de requalificação do Parque Manuel Braga, iniciam-se amanhã podas cirúrgicas nos plátanos à beira rio. O objetivo da intervenção, a cargo de arborista devidamente habilitado contratado pelo empreiteiro, é permitir estabilizar os muros da margem ribeirinha sem que esta solução cause danos irreversíveis nestas árvores que marcam a paisagem urbana deste jardim municipal. Recorde-se que no âmbito desta empreitada serão posteriormente plantadas 55 novas árvores em todo o parque, que está a ser reabilitado, para além da requalificação do coreto, num investimento superior a 4,8 milhões de euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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A requalificação do Parque Manuel Braga que está em curso visa melhorar o estado de conservação deste jardim municipal e estabilizar os muros da orla ribeirinha em toda a sua extensão, para além de requalificar o coreto, intervir no património arbóreo existente e plantar 55 novas árvores.

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Uma obra a cargo da empresa ABB – Alexandre Barbosa Borges, S.A., que venceu o concurso público, e que representa um investimento superior a 4,8 milhões de euros e tem comparticipação financeira do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadra-se no Plano de Ação de Regeneração Urbana do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Coimbra. 

No âmbito desta intervenção, iniciam-se amanhã podas cirúrgicas nos plátanos à beira rio, para garantir a segurança dos futuros visitantes do parque, após concluída a reabilitação.

Esta é uma intervenção necessária para permitir executar a solução de estabilidade da margem ribeirinha aprovada sem que esta cause danos irreversíveis nas árvores.

O braço da máquina de estacas tem um alcance de cerca de 9m, e as estacas irão ser cravadas na frente ribeirinha, entre o alinhamento de plátanos e o rio. Para permitir o acesso dos equipamentos de perfuração será necessário proceder ao corte de ramos e pernadas, o qual irá ser realizado por uma empresa subcontratada pelo empreiteiro da obra, sendo arborista devidamente habilitado. Estas podas cirúrgicas têm como objetivo elevar a copa de modo a evitar danos irreversíveis na integridade estrutural da árvore uma vez que evita riscos de arranque ou quebra acidental de pernadas estruturais e é uma medida prevista em caderno de encargos.

O talude junto aos plátanos está a ser intervencionado com vista à estabilização das margens do Mondego. No âmbito desta intervenção, está a ser realizada uma contínua monitorização dos trabalhos, de forma a que não interfiram com os plátanos. 

Os plátanos foram reavaliados em fase de obra, confirmando a avaliação feita em fase de projeto. Estas avaliações são realizadas com o objetivo de identificar, entre outros, potenciais riscos para pessoas e bens decorrentes da condição fitossanitária e estrutural do arvoredo avaliado, bem como da viabilidade do mesmo perante a intervenção prevista, apresentando propostas de intervenção com vista à minimização dos impactos desta intervenção. Uma parte significativa dos plátanos apresenta-se com o tronco inclinado, copa desequilibrada para o lado do rio. É também frequente a presença de cancros e podridão nas pernadas com gravidade variável.

Em obra já foram previstas adaptações com vista a integrar medidas de mitigação do impacto da obra nos plátanos, tais como alteração da profundidade de escavação na zona radicular e integração de elementos de arejamento ao longo da laje de encabeçamento das microestacas.

Recorde-se que esta empreitada prevê ainda, entre outras operações, a requalificação paisagística do parque com a substituição e plantação de espécies vegetais, a estabilização das estruturas de contenção da margem do rio, a demolição de algumas construções existentes e a construção de um novo quiosque e de instalações sanitárias, a recuperação e requalificação de pavimentos e mobiliário urbano (tais como bancos, papeleiras, sinalética), a renovação da rede de drenagem, nova iluminação pública e cénica para reforço da segurança, a reabilitação do coreto, o restauro da estatuária e a instalação de um sistema de som e luz não invasivo, em harmonia com o espaço envolvente.

No decorrer da empreitada vão ser plantadas 55 novas árvores, de 19 espécies diferentes, designadamente plátano, tília, azevinho, magnólia, tulipeiro, ácer, cipreste-português (também conhecido como cedro-do-buçaco), carpino, olaia, acácia, sequoia-vermelha, cica, tuia, abeto e washingtónia (palmeira), entre outras.

Recorde-se que em 2021, a CM Coimbra vai plantar 1750 árvores no concelho. O Plano de Arborização para este ano, que visa definir uma estratégia, os critérios de seleção das espécies e a planificação para a plantação de árvores em Coimbra a curto e a médio prazo, foi apresentado em novembro ao executivo municipal e integra uma novidade: o fornecimento de 200 árvores, a plantar em locais fora do centro da cidade, nomeadamente nas freguesias periurbanas e rurais, ficando a cargo destas a identificação dos locais.

O documento indica ainda a plantação de 625 exemplares de árvores ornamentais a gerir pela Divisão de Espaços Verdes e Jardins da CM Coimbra, sendo que desses cerca de 420 serão plantadas através de prestação de serviços e cerca de 200 através da administração direta dos serviços municipais; a plantação de 925 exemplares de árvores ornamentais previstas no âmbito de empreitadas em curso ou em fase de projeto; e a plantação de 200 exemplares fora do centro da cidade, mais concretamente nas freguesias, em locais a designar pelas Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, sob supervisão dos serviços municipais.

O objetivo passa por aumentar, significativamente, o número de árvores a plantar no concelho e com esta ação ajudar também a combater os efeitos das alterações climáticas. Recorde-se também que este é o segundo Plano de Arborização, sendo que em 2019/2020 a autarquia previu plantar mais de 2600 árvores.

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