O diretor-geral da Anozero – Bienal de Coimbra reconheceu que a perda do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova terá consequências na iniciativa.
Em entrevista ao Notícias de Coimbra, Carlos Antunes afirmou que aquele espaço é, atualmente, “a jóia da coroa” da mostra de arte contemporânea. “Nós podemos arranjar outro sítio mas temos que ter a consciência que estamos a perder a galinha dos ovos”, frisou.
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Apesar de não querer ser “fatalista”, o responsável reconheceu “o esforço de toda a gente, da organização para resolver o problema, mas o problema existe de facto”. Carlos Antunes recordou, por exemplo, que a Bienal de 2026, a ter lugar daqui a um ano, ainda não tem curador escolhido.
“Estamos a menos de um ano de inaugurar a próxima edição da Bienal e não há ainda um sítio para ela. Isto cria problemas enormíssimos de constrangimento de produção”, disse.
Questionado sobre as antigas instalações do Hospital Pediátrico de Coimbra, o diretor-geral reconheceu que “o espaço é maravilhoso mas está numa ruína absoluta e não tem dignidade hoje sem uma intervenção de fundo muito significativa para receber a Bienal”.
Enquanto não se conhece a solução para a próxima edição, a Anozero – Bienal de Coimbra promove a partir de sábado, 5 de abril, o Solo Show no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. “A fábrica das sombras” é o título da exposição da autoria de Janet Cardiff e George Bures Miller.
Neste edifício, destaca-se a primeira apresentação fora dos Estados Unidos de “The Infinity Machine” e a exibição do multicelebrado “Forty Part Motet”.
Veja a entrevista com Carlos Antunes
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