A morte de um jovem, de cerca de 20 anos, vítima de atropelamento seguido de fuga, ocorrida na madrugada do passado dia 21 de novembro, na zona de Tentúgal, em Montemor-o-Velho, deixou tudo e todos em choque.
Por isso, foi escrita uma carta aberta às autarquias e autoridades locais enviada pelo Coimbr’a Pedal e pela MUBi (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) que estão “profundamente consternados” e reforçam a urgência de agir para prevenir novos episódios de violência rodoviária.
Foi colocada uma bicicleta branca no local do atropelamento, na Estrada Municipal 577, à entrada da vila de Tentúgal, município de Montemor-o-Velho.
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Este gesto simbólico ocorre poucos dias após o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, assinalado a 17 de novembro, e recorda que por trás de cada estatística há vidas humanas perdidas, famílias destroçadas e uma comunidade em luto, pode ler-se no comunicado.

Só nos primeiros 6 meses deste ano morreram 220 pessoas nas estradas portuguesas. Nesta década, nas estradas do município de Montemor-o-Velho, morreram pessoas em 2020, 2021, 2022, 2023 e agora também em 2024, refere.
Apelam, por isso, “aos decisores políticos e entidades responsáveis, entre elas a GNR e as autarquias locais, que reforcem os seus esforços na implementação de medidas eficazes de prevenção do perigo rodoviário” e sugerem: “uma fiscalização reforçada para combater comportamentos irresponsáveis nas estradas e para que se crie uma cultura de cumprimento das regras de segurança na estrada, em particular dos limites de velocidade e da distância mínima de segurança na ultrapassagem de ciclistas;
Melhorias na infraestrutura rodoviária, especialmente em zonas de maior risco, que tragam uma efetiva redução do perigo rodoviário, diminuindo as velocidades permitidas e criando interseções e vias reservadas seguras para os utilizadores mais vulneráveis”.
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