Maria Alice foi uma fadista portuguesa que alcançou a glória no meio artístico português nas décadas de 30 e 40 do século XX.
Glória Mendes, que adotou o nome artístico de Maria Alice, nasceu em Paião, na Figueira da Foz, a 1 de setembro de 1904.
É pela mão de Adelina Fernandes, e apadrinhada por Maria do Carmo, que Glória entra no fado. A sua carreira começou no ano de 1928, quando Adelina Fernandes a levou ao “Ferro de Engomar” onde cantou pela primeira vez em público.
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Adotou então o nome artístico de Maria Alice, e nunca mais deixou de cantar, fosse em Portugal ou no Brasil, onde esteve entre 1932 e 1934, escreve o Museu do Fado.
Destacou-se ao gravar discos em série para a editora “Valentim de Carvalho”, entre 1929 e 1931, para a marca “Brunswick”, e em 1936 para a “Columbia”, onde gravou o seu maior sucesso, o fado da “Perseguição”.
Do seu reportório destacam-se sucessos como “O Aprendiz”, “Fado Menor”, “A Varanda dos Lilases”, “Fado da Traição”, “Feira de Amores”, “Minha Mãe”, “Sou Pobre”, “O Moleiro”, “Uma que Passa”, “Fado Triste”, “A Azenha”, “Fado-Tango”, “Fui Dizer Adeus à Barra”, “Esse Olhar Dá-me Tristeza”, “Tango da Morte” ou “Uma que Passa”.
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