Justiça

Macabro: Foi morta e mantida em casa dois anos para o filho receber reforma

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 dia atrás em 02-04-2025

Imagem: Reprodução CMTV / DR

A Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real descobriu, em outubro de 2022, o corpo de uma mulher de 70 anos numa casa em Mirandela, onde terá permanecido durante dois anos sem que ninguém desse conta.

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O filho da vítima, Nuno Albino, de 54 anos, está agora a ser julgado no Tribunal de Bragança pelos crimes de profanação de cadáver, burla, falsidade informática e fraude na obtenção de subsídios.

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Julieta Gomes, que sofria de demência, terá falecido em fevereiro de 2020. No entanto, o filho nunca comunicou a morte às autoridades e continuou a receber a reforma e subsídios da mãe, movimentando mais de 5100 euros das suas contas bancárias, dá conta o Correio da Manhã.

Em tribunal, o arguido confessou que ocultou o falecimento para manter o acesso ao dinheiro, alegando dificuldades financeiras e falta de emprego fixo. Admitiu ainda ter ficado traumatizado com a perda da mãe, evitando entrar no quarto onde o corpo foi encontrado.

A casa onde viviam tinha dois pisos com entradas independentes, o que permitiu a Nuno evitar o rés do chão, onde o cadáver permaneceu durante dois anos sem ser descoberto. A ausência prolongada de Julieta levantou suspeitas entre os vizinhos, que julgavam que a idosa teria desaparecido devido à sua condição de saúde. No entanto, a PJ iniciou uma investigação que culminou na descoberta macabra.

Além da reforma, o arguido terá ainda recebido 4012 euros em subsídios agrícolas do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, utilizando para isso as credenciais da mãe em plataformas informáticas. O julgamento prossegue em Bragança, onde Nuno Albino poderá enfrentar pesadas consequências pelos atos cometidos.

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