O ex-governante Luís Parreirão, num livro prestes a ser lançado, apela à construção de “um novo modelo de equilíbrio territorial sem deixar para trás quem quer que seja ou qualquer região”.
“Os desequilíbrios demográficos, os movimentos migratórios (…) e a incapacidade de distribuir a população pelos diversos territórios estão a conduzir-nos a realidades novas que verdadeiramente não sabemos tratar”, assinala o jurista e gestor.
A mais recente obra do jurista e gestor tem lançamento agendado para 23 de Novembro, em Lisboa, coincidindo com o 40º. aniversário da investidura do autor na presidência da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC). A espinha dorsal do livro consiste numa entrevista conduzida pelos jornalistas Pedro Luiz de Castro e Rui Avelar.
PUBLICIDADE
Secretário de Estado da Administração Interna e das Obras Públicas nos governos de António Guterres, o autor de “Razão de ser” alerta para o risco de “enfraquecimento e degradação dos regimes democráticos” e para a “diminuição das liberdades individuais”.
“Vivemos num quadro de sucessivos factores de incerteza”, onde avultam “mares que se transformam em cemitérios de pessoas, de esperanças e de valores”, adverte.
O sacerdote jesuíta Martins Lopes, no prefácio de “Razão de ser”, congratula-se com uma “mensagem de esperança e de coragem” e com a apologia “da força da razão, da ética e da moral” na prossecução da “defesa da dignidade da pessoa humana e do bem comum”.
O mandato de Luís Parreirão na AAC tem a particularidade de haver ficado para a História como o primeiro no âmbito de um quinquénio de conquistas da liderança da instituição por parte do Projecto C (conotado com a Juventude Socialista).
Para o autor do livro “AAC – os rostos do poder”, João Pedro Campos, a centenária associação estudantil é uma escola de cidadania com repercussão na formação profissional, humana e cívica.
PUBLICIDADE
You must be logged in to post a comment.