Luana é a primeira criança com malformações que não foram detetadas nas ecografias pelo médico obstetra Artur Carvalho, morreu no dia 5 de dezembro.
A mãe disse ao Correio da Manhã que a menina “partiu de uma forma tranquila, no sono, pela manhã”. “Foi um anjo que partiu sem nunca ter conseguido dizer mãe”, referiu.
A progenitora sublinha a luta da menina durante 13 anos: “Disseram-me que a minha filha não ia sobreviver um ano, depois que não completava cinco anos. No próximo dia 17 de janeiro ia fazer 14 anos. Fui escolhida para ser sua mãe e abençoada de a ter quase 14 anos”.
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Laura Afonso refere ao jornal que a menina enfrentava sérios problemas, pelo que “se alimentava com uma sonda, nunca chegou a andar e não falava”.
A menina nasceu sem queixo, pernas viradas ao contrário, dedos dos pés colados, lesões cerebrais graves e problemas a nível renal e do coração. Nada que este médico conseguisse observar em cinco ecografias.
As queixas feitas no Ministério Público e na Ordem dos Médicos contra o profissional de saúde deram em nada. Em 2019, com o caso de Rodrigo, o bebé sem rosto, o processo de Luana foi reaberto que culminou na expulsão do médico.
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