Nos últimos dias, praias no leste da Inglaterra foram tomadas por milhares de pequenas esferas de plástico, conhecidas como “lágrimas de sereia”.
O fenómeno ocorreu pouco depois da colisão entre um petroleiro e um navio porta-contentores no Mar do Norte, levantando suspeitas de que se tenham espalhado a partir do acidente.
As autoridades britânicas alertaram para a contaminação de diversas praias, onde foram encontrados muitas destas bolinhas, algumas soltas e outras agrupadas. Do tamanho de uma lentilha, apresentam um aspeto carbonizado e mandam um forte cheiro de querosene, indícios que sugerem exposição ao incêndio ocorrido após a colisão.
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São matéria-prima para a fabricação de diversos produtos, como garrafas, sacolas e componentes eletrónicos. Embora não sejam tóxicos por si só, representam um risco ambiental significativo, pois podem ser ingeridos por animais e aves. A poluição já se estende por mais de 30 quilómetros de litoral, atingindo reservas naturais de grande importância ecológica, como a de Titchwell, uma área essencial para aves migratórias.
Este tipo de desastre não é inédito. No início de 2024, uma situação semelhante ocorreu nas costas da França e da Espanha, quando grandes quantidades destas esferas plásticas foram parar ao oceano. O trabalho precisa ser feito rapidamente para minimizar os danos à fauna e ao ecossistema marinho da região.
A chegada destas “lágrimas de sereia” às praias britânicas reforça um alerta global sobre a necessidade de regulamentação mais rígida no transporte e armazenamento de pellets plásticos. Se nada for feito, desastres como esse continuarão a acontecer, ampliando a crise da poluição plástica nos oceanos, como consta no tempo.pt.
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