A agenda cultural da Lousã para 2025 promete ser rica e diversificada, abrangendo desde a música popular portuguesa até ao teatro experimental e à dança contemporânea.
Com nomes como Paulo de Carvalho, Carlos Coutinho Vilhena e companhias inovadoras como Paulo Ribeiro e Terra Amarela, o concelho prepara-se para um ano de intensas experiências artísticas.
A começar com Paulo de Carvalho: “Contar Cantigas” em Formato Íntimo. Com 60 anos de carreira, apresenta o espetáculo “Contar Cantigas”, um formato intimista de voz e piano, acompanhado pelo pianista cubano Victor Zamora. O público poderá desfrutar de um repertório cuidadosamente selecionado, intercalado com histórias carismáticas que inspiraram as canções.
PUBLICIDADE
A Companhia Paulo Ribeiro iniciou uma trilogia coreográfica inspirada na música e nos seus compositores, explorando diferentes épocas. “Maurice Accompagné”, a primeira parte, cruza as vidas e obras de Luís de Freitas Branco e Maurice Ravel, numa reflexão sobre a transcendência da música e do corpo.
“O Tamanho das Coisas” e o Final Construído pelo Público de Marco Paiva/Terra Amarela – um monólogo interativo que convida o público a participar na construção do final da história. O espetáculo, protagonizado por Paulo Azevedo, narra a aventura de um viajante solitário no oceano.
A programação inclui ainda ateliers e oficinas para diversos públicos, desde profissionais das artes cénicas a amadores e estudantes. Destaque para o atelier de escrita criativa conduzido por Alex Cassal, que convida os participantes a colaborar na criação do final de “O Tamanho das Coisas”.
A RÉPTIL Artes Performativas apresenta “MAL-ME-QUER”, um espetáculo de teatro-debate sobre violência no namoro, dirigido à comunidade escolar. A peça, inserida na metodologia do Teatro do Oprimido, pretende promover a reflexão e o debate sobre comportamentos e contextos nas relações entre jovens.
Carlos Coutinho Vilhena regressa aos grandes palcos com um espetáculo de stand-up comedy que explora o prazer de julgar os outros e a arte de mentir. Com o seu humor característico, o comediante desafia as noções de honestidade e autenticidade.
O espetáculo “Monólogo de uma Mulher Chamada Maria com a sua Patroa” resgata a história do primeiro Sindicato do Serviço Doméstico em Portugal, dando voz às mulheres que “limpam o mundo”. A peça aborda o trabalho invisível das mulheres e o seu poder de organização e reivindicação.
A Terra Amarela, estrutura artística dirigida por Marco Paiva, destaca-se pelo compromisso com a inclusão e acessibilidade, promovendo a participação de pessoas com e sem deficiência em todas as suas atividades.
Para mais informações sobre a programação completa, horários e locais dos espetáculos, bem como para inscrições nos ateliers e oficinas, os interessados podem contactar o Teatro Municipal da Lousã através do email ou pelo telefone 239 990 042.
Related Images:
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE