O crescimento da inteligência artificial (IA) e da automação coloca cerca de 30% dos empregos em risco de desaparecer.
As conclusões são do novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), o primeiro que aborda os impactos da digitalização, IA e automatização em todo o mercado de trabalho no país.
De acordo com o estudo, “a maior fatia do emprego em Portugal (35,7%) é composta por profissões que não poderão ser substituídas pela automação, mas também não irão beneficiar da digitalização”.
PUBLICIDADE
Assim, profissões como trabalhadores de limpeza em casas particulares, escritórios e hotéis, técnicos de atividade física e agricultores qualificados não correm risco de serem substituídos.
Por sua vez, empregados de mesa e de bar, operadores de equipamentos móveis e cozinheiros têm os empregos ameaçados pela automação e pela IA. Já os professores de ensino básico e educadores de infância, especialistas em vendas, marketing, finanças e contabilidade serão beneficiados pela digitalização.
A análise revela também que as oportunidades e os riscos da digitalização do mercado trabalho variam a nível nacional.
Lisboa, Coimbra, Porto e Vila Real são os distritos que mais podem beneficiar da automação e da IA. Já Viana do Castelo, Braga, Aveiro e Viseu têm mais de 40% do emprego exposto aos efeitos destrutivos da mudança tecnológica.
PUBLICIDADE