A presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Coimbra, Eva Nogueira Serens, mostrou-se preocupada com o aumento de casos em 2024.
Na intervenção feita durante a Assembleia Municipal de Coimbra, a jurista disse que, para além do aumento de casos, há “um aumento da gravidade das situações que são comunicadas”.
“A proponderância tem a ver com situações de violência doméstica, mas tem também a ver com situações de negligência na prestação dos cuidados, quer ao nível das crianças mais pequenas, quer ao nível de jovens, quando estamos a falar de questões de supervisão parental e até de jovens que eles próprios assumem comportamentos graves de indisciplina ou de oposição à autoridade”, disse.
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Em entrevista ao Notícias de Coimbra, Eva Nogueira Serens afirmou ainda que têm “cada vez mais situações de jovens que chegam à Comissão com 16, 17 anos”.
Sobre as razões que levaram a esta situação, a presidente da CPCJ de Coimbra reconhece que, em muitos dos casos, “é por uma tentativa de achar que se consegue resolver o problema de outra forma, que não passa necessariamente pela Comissão”.
“Ou seja, a escola vai resolvendo, a saúde vai resolvendo, mas esta criança, este jovem vai crescendo e obviamente que os seus comportamentos, como não são devidamente diagnosticados ou acompanhados, acabam por extravasar e acabam por se agravar, porque ele também vai crescendo e portanto os comportamentos também vão mudando”, afirmou.
Veja o Direto NDC com Eva Serens
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