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HÁ CIC?!
o 4º Juízo Cível de Coimbra deliberou no passado dia 21 aceitar o Plano de Insolvência da ACIC- Associação Comercial e Industrial de Coimbra, mas a decisão vai ser contestada por credores que não estão disponíveis para perdoar o que a ACIC lhes deve, pois a instituição liderada por Paulo Mendes só quer pagar as dividas com muito desconto, ou seja, com perdão de grande parte dos valores reclamados por quem anda há anos para receber o que é seu, pelo que o processo promete ainda fazer correr muita tinta antes e depois da eventual homologação pelo tribunal.
Notícias de Coimbra teve acesso à Lista de créditos sobre a “comatosa” ACIC. O “buraco” é de uns 5 000 000.00 de Euros! Nem se salvam os prédios da Relvinha e Sá da Bandeira, que se encontram hipotecados pelas Finanças e Segurança Social, entre outros, pelo que a maioria dos credores terá muita dificuldade em reaver os valores que reclamam.
A intervencionada Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Coimbra é maior credora da associação com sede na Sá da Bandeira. A ACIC deve-lhe € 1 466 803,49. (A par da Académica e de empresas de alguns dos seus dirigentes e de vários parceiros, a ACIC é uma das “responsáveis” pela intervenção da Caixa Central na instituição com sede na Rua João Machado, obrigada a “controlar” Luís Patrício, que até então assumia a presidência da direcção do “banco dos agricultores”). Na lista de instituições bancárias que financiaram a representante de cada vez menos comerciantes do distrito, encontramos a Caixa Geral de Depósitos: € 374 950,42, o Montepio Geral: € 226 683,65 e o Millennium BCP: € 109 246,89. São mais de dois milhões de Euros!
Na rol de credores constam várias empresas e pessoas que gravitam no universo da ACIC. Paulo Mendes, presidente da Direcção, terá a direito a € 25 822,07 e a Jorge Mendes, Lda pretende cobrar 7 327,52 Euros. Mas há outros “directores” “dirigentes”, funcionários ou colaboradores a reclamar pagamentos: São os casos de António Martins: € 87 043,51, Rute Marinho, antiga secretária geral (conhecida entre os colaboradores como a generala): € 45 661,96, Ferreira Ramos: €20 000.00 e Lino Romão: €42 907, 18. A Dilufrio, do Vice-Presidente Luís Teixeira, quer receber € 21 066,54 e a participada e inactiva ExpoCoimbra reclama € 115 75,09.
Notícias de Coimbra sabe que a centenária caloteira deve ainda vários milhares de Euros a seus ex-funcionários e colaboradores, com quem acordado um plano de pagamentos, que na maioria dos casos não está a ser cumprido.
Como não podia deixar de ser, existem muitos de fornecedores de bens e serviços que querem cobrar o que venderam, entre os quais encontramos alguns parceiros da ACIC, onde se destacam a Associação Empresarial Portuguesa: € 209 803,35, a JetSantd: € 57 504,00, a Foconsultores: 917 830,24 ou a JADRC: € 96 602,31.
A Segurança Social com €145 171,04, a Autoridade Tributária com € 95 109,11 ou o Fundo Social Europeu com 44 874,03 Euros são algumas das instituições que constam do rol de mais de uma centena de credores privados e públicos.
Há pessoas e empresas de vários sectores a reclamar pagamentos, onde se salientam CTT, EDP, Águas de Coimbra, Fundo Social Europeu, AEMITEQ, Conselho Empresarial do Centro, APCER, Dueceira, Europarque e APQ.
Na área da comunicação social encontramos mais de uma dezena de sociedades que andaram a promover a ACIC, sem que tenham conseguido obter o respectivo de pagamento. A FIG: € 54 939,76, o Diário de Coimbra: € 35 346, 98, a Regivoz – Campeão das Províncias: € 2743,50, a António de Sousa (O Despertar) : € 925, 55, a Medinforma (Revista C) : € 907.oo ou a Folha de Santa Clara: € 300.00 são algumas das empresas que pretendem cobrar os serviços prestados.
Em actualização
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