Saúde

Associação de Emergência Médica pede substituição do curso de tripulante de ambulância de socorro

Notícias de Coimbra | 3 meses atrás em 30-12-2024

 A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) defendeu hoje que o curso de “Tripulante de Ambulância de Socorro TAS” seja “urgentemente substituído pelo Programa de Educação de Técnico de Emergência Médica”.

Tal “irá dotar 90% dos provedores de melhor educação e mais habilidades técnicas para o desempenho da sua missão – promovendo melhores cuidados aos cidadãos”, refere a associação, em comunicado.

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A ANTEM diz também que “recomenda vigorosamente a implementação do verdadeiro Programa de Educação de Técnico de Emergência Médica, em sede de Faculdade de Medicina”.

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Entende a associação que este é o programa indicado e pede que se parem com “invenções” que não dão bons resultados.

A ANTEM recorda que têm sido detetadas anomalias, que não são novidade e para as quais já deixou alertas, especialmente na formação, “qualidade e resultados da prática dos provedores dos ´serviços médicos de emergência´, detentores de um curso insuficiente” designado de TAS, com falhas técnicas e científicas.

Tal situação, alerta a associação, priva os cidadãos de cuidados médicos de emergência verdadeiramente eficazes, o que “não é admissível”.

No passado dia 20, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu que há técnicos de emergência pré-hospitalar no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que ingressam na carreira sem ter os requisitos necessários.

No projeto de relatório à auditoria pedida pela ministra da Saúde para avaliar a legalidade e a eficiência da gestão do INEM, a IGAS diz que o instituto não conseguiu assegurar a realização dos cursos de formação para os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) nos termos em que foram aprovados.

Aponta, designadamente, o prazo da realização desta formação (curso base) e a estrutura dos estágios em ambulatório ou bloco operatório, acrescentando que não foram concluídos todos os estágios em ambulância-escola por falta de recursos.

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