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Acidente fatal suscita dúvidas sobre tecnologia de condução autónoma da Xiaomi

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 dia atrás em 02-04-2025

O fabricante chinês de automóveis Xiaomi disse hoje que vai cooperar com a polícia na investigação de um acidente de carro fatal que envolveu um dos seus modelos equipado com tecnologia de condução autónoma.

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Três estudantes do sexo feminino morreram no sábado à noite depois de o veículo elétrico Xiaomi SU7 em que seguiam ter chocado contra uma barreira de betão numa secção da autoestrada Dezhou-Shangrao, na província de Anhui, no leste da China.

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O veículo estava no modo de Navegação em Autopiloto (NAO) imediatamente antes do acidente, viajando a uma velocidade de 116 quilómetros por hora, de acordo com um relatório da empresa.

Mas o carro detetou um obstáculo numa secção da autoestrada e emitiu um aviso antes de devolver a direção ao condutor, afirmou a Xiaomi.

Poucos segundos depois, o veículo embateu numa barreira a uma velocidade de 97 quilómetros por hora.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o carro a arder na autoestrada, seguido de uma carcaça carbonizada.

Lei Jun, o fundador da Xiaomi, disse numa mensagem ‘online’ que está com o “coração pesado”, acrescentando que a sua empresa vai continuar a cooperar com a investigação policial.

O acidente suscitou dúvidas entre os internautas sobre a fiabilidade do sistema de condução autónoma da Xiaomi.

Outros perguntaram-se porque é que o carro se incendiou ou se as portas se abririam em caso de emergência.

Na rede social Weibo, uma mulher que se identificou como a mãe da condutora do veículo afirmou que a Xiaomi não a tinha contactado, acusando a empresa de “não levar a sério a vida destas três crianças”.

“Como familiares das vítimas, temos muitas perguntas. Porque é que o veículo se incendiou depois de bater na barreira? Só queremos uma explicação”, escreveu a mulher.

O gigante chinês da eletrónica de consumo, desde telemóveis a aspiradores, entrou no mercado dos automóveis elétricos em março de 2024 com o lançamento do seu modelo SU7.

Num ano foram vendidas 200.000 unidades, a um preço de cerca de 210.000 yuan (26.800 euros) para o modelo padrão.

O preço das ações da Xiaomi caiu 5% na sequência do acidente.

O fabricante de baterias CATL disse hoje que o modelo não estava equipado com as suas baterias.

Os fabricantes chineses dominam o mercado mundial de veículos autónomos.

A Xiaomi afirmou que o seu modelo é capaz de ultrapassar e mudar de faixa na autoestrada, mas salienta que o sistema não se destina a substituir o condutor.

A empresa afirmou ter criado uma equipa interna para investigar o acidente e que já contactou as famílias das vítimas através das autoridades locais.

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