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Universidade de Coimbra quer melhorar renovação energética nas comunidades rurais

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 dias atrás em 31-03-2025

 Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um guia prático para tornar a renovação energética acessível às comunidades rurais na União Europeia (UE).

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No âmbito da sua participação no projeto “Renoverty”, Roteiros de Renovação Rural, os investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC pretendem ajudar os proprietários rurais a melhorar as suas habitações (condições de conforto e salubridade do espaço interior).

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Desta forma, contribuem simultaneamente para “melhorar a sua qualidade de vida e alcançar a descarbonização do parque edificado, seguindo os objetivos climáticos da UE”, referiu a UC, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Os roteiros, desenvolvidos em colaboração com grupos de ação local (GAL) da Croácia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália e Portugal, tentam responder aos desafios enfrentados pelas zonas rurais.

Segundo a UC, este guia prático oferece orientações claras e práticas sobre as opções técnicas, legislativas e financeiras, disponíveis em cada região, numa tentativa de simplificar o processo de renovação das habitações das famílias que enfrentam uma situação de pobreza energética.

“Estes instrumentos permitem adaptar cada intervenção às necessidades específicas de cada caso, ao orçamento disponível e aos incentivos aplicáveis”, explicou Paula Fonseca, citada na nota de imprensa.

A investigadora do ISR acrescentou que a medida pretende ainda ajudar a superar desafios comuns, como a complexidade dos requisitos administrativos, a iliteracia energética, a escassez de informação, as limitações no acesso a financiamento e a falta de profissionais qualificados.

“Ao oferecerem uma visão clara e orientada para as necessidades, os roteiros tornam o processo de renovação mais acessível, eficiente e bem-sucedido”, destacou.

Segundo os especialistas, 35% dos edifícios têm mais de 50 anos e 75% continuam a ser ineficientes do ponto de vista energético, contribuindo para 40% do consumo de energia da UE e 36% das emissões de dióxido de carbono (CO₂).

“As zonas rurais enfrentam vulnerabilidades próprias que intensificam a pobreza energética, nomeadamente o envelhecimento das populações, as elevadas taxas de pobreza e o parque imobiliário mais velho e ineficiente. Muitos agregados familiares que vivem nestas zonas dependem de combustíveis fósseis com elevado teor de carbono para aquecimento, como o carvão e o gasóleo, devido às opções energéticas mais limitadas”, realçaram os investigadores.

Os roteiros “Renoverty” apresentam medidas passíveis de apoiar as comunidades rurais, contribuindo para a diminuição das desigualdades e ajudando os cidadãos que mais necessitam de apoio.

“Além de sensibilizar e respeitar o ambiente rural, este projeto pretende contribuir para manter e promover o conhecimento local, a identidade cultural e a preservação da natureza”.

Neste âmbito, os especialistas estão a promover, até 07 de abril, um concurso que convida municípios, agências de energia, peritos do setor e outras partes interessadas a unir esforços no combate à pobreza energética rural, replicando soluções de projetos bem-sucedidos.

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