Coimbra

Feira do Livro “veio para ficar” na Baixa de Coimbra

Notícias de Coimbra | 3 anos atrás em 17-07-2022

“No âmbito da revisão, em curso, da sua política cultural, a Câmara Municipal (CM) de Coimbra apostou este ano, com assinalável impacto, na transição da Feira do Livro para a Baixa da cidade estimulando e potenciando este território, e na afirmação de um modelo de evento que coloca efetivamente a tónica na celebração do livro e da leitura. Continuando a envolver os comerciantes da Baixa e os livreiros e editores locais e nacionais, em 2023 a Feira do Livro voltará à Baixa com renovado vigor e várias novidades e ajustes na sua implantação e programação”, anunciou hoje a autarquia.

Entre 1 e 10 de julho, a Feira do Livro de Coimbra realizou-se na Praça do Comércio, numa assumida lógica de valorização e estímulo, por parte da autarquia, da Baixa da cidade e de um dos seus espaços mais icónicos. O evento cultural contou com a parceria da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, da Associação Há Baixa e da Associação Portuguesa de Escritores, tendo o apoio do Forum Coimbra (na abertura da Feira com Diogo Piçarra e na oferta de livros e outros materiais), da Fundação INATEL (com a inclusão, na programação, de três projetos musicais de Coimbra) e da Associação Académica de Coimbra (como media partner). 

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“Pelo evento cultural – que resultou de uma parceria entre as Divisões de Cultura e Promoção Turística (DCPT) e de Bibliotecas e Arquivo Histórico (DBAH) da Câmara Municipal –, passaram mais de 5.000 pessoas, entre residentes e turistas, num universo que incluiu ainda muitas famílias, crianças e jovens, registando-se um clima global de satisfação e empatia, quer dos visitantes quer dos comerciantes locais, face a este novo modelo e ao trabalho de mediação realizado com os agentes da Praça”. afiança a edilidade.

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Com um dispositivo espacial que incluiu 40 stands (limite máximo possível para o recinto em causa, de modo a garantir as condições de segurança em termos de circulação pedonal e de entrada/saída de viaturas de emergência) e 47 participantes (vários módulos tinham vários expositores), o evento acolheu os principais grupos editoriais nacionais, bem como editoras e representantes de menor escala e vários livreiros e alfarrabistas de Coimbra. A seleção de livros patente na Feira foi abrangente e eclética, abarcando as áreas da ficção, ensaio, crónica e poesia, sem esquecer os segmentos do livro técnico e do livro antigo. 

Auscultados pela organização, a esmagadora maioria dos expositores presente no recinto contabilizou um aumento efetivo da venda de livros relativamente a edições anteriores da Feira, mostrando-se agradado com a nova localização física, comunicação e programação associada, e inclusive fazendo algumas sugestões construtivas para 2023. 

Os espetáculos e performances com reconhecidos artistas nacionais (Diogo Piçarra, Sérgio Godinho, Pedro Lamares e Filipa Leal, Hugo van der Ding e Rodrigo Leão) registaram sempre lotação esgotada, sendo amplamente bem acolhidos, bem como várias apresentações e debates em torno do livro, a começar pelo desafio lançado à Coimbra Coolectiva, logo a abrir o evento, para refletir e lançar questões sobre cidadania e políticas territoriais, cruzando-as com pertinentes sugestões de leitura. 

Foi ainda apresentada uma programação especificamente dirigida ao público infantojuvenil e famílias, em parte dinamizada pela equipa da Divisão de Bibliotecas, a qual revelou uma adesão muito positiva, sendo que a rubrica “Leituras Zen” (massagens de relaxamento com leituras poéticas), que contou com a colaboração da Cooperativa Bonifrates e do coletivo declAMAR poesia, teve sempre lotação esgotada em todos os dias da Feira, sendo um formato, inédito, muito elogiado pelos diversos intervenientes. Houve ainda espaço para promover a economia circular e a sustentabilidade, através do projeto “Book in Loop”. 

Segundo a CM, “o comércio local foi amplamente envolvido neste evento, tendo sido, inclusive, disponibilizados pela organização, ao longo da Feira, diversos sacos com livros (edições camarárias) para os proprietários poderem oferecer aos seus clientes, reforçando assim o objetivo de difusão do livro e da leitura. Em termos económicos, registaram-se níveis elevados de procura por parte dos visitantes (nomeadamente no que concerne aos cafés e restaurantes), os quais se refletiram – como a organização teve oportunidade de confirmar junto dos vários estabelecimentos – num generalizado incremento da receita por parte destes agentes sediados na Praça do Comércio. Relembre-se que, apesar da reconfiguração espacial do recinto derivada da instalação da Feira, todas as esplanadas foram mantidas e garantido o número habitual de mesas e cadeiras anteriormente existente”.

Assumindo, desde logo, uma visão de futuro para este projeto cultural-âncora, a CM de Coimbra, através do presidente José Manuel Silva, já anunciou que em 2023 a Feira do Livro irá estender-se estrategicamente a outras artérias e lugares da Baixa, de modo a envolver ainda mais agentes, dinâmicas e contextos, mantendo o seu epicentro na Praça do Comércio. 

Por último, “A CM de Coimbra agradece, mais uma vez, aos seus colaboradores e respetivos serviços envolvidos neste evento pela dedicação e profissionalismo, às entidades externas que apoiaram e patrocinaram este certame, aos comerciantes locais e a todos aqueles que tornaram possível esta renovada edição da Feira do Livro, a qual reencontrou o seu espaço, o seu público, o seu estatuto e a sua dignidade, promovendo a inquietação criativa, o encontro, o convívio e a empatia”.

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