Domingo é aquela dia da semana em que As Beiras deixa o Diário de Coimbra a falar sozinho. Esta eventual vantagem competitiva beneficia o jornal dos Lucas, pois sempre que a Académica joga ao sábado ou alguém resolve tomar banho no canal de rega sem saber nadar, o exclusivo local é garantido.
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Como a decisão da UNESCO em reconhecer parte de Coimbra como património mundial da Humanidade foi conhecida durante a manhã de sábado, o periódico de Eiras teve tempo para inventar. Mas não não era preciso exagerar. Não, não estamos a falar da foto que aparece na capa, que é uma excelente imagem, mas demasiado chapa 5, ou, se o e-leitor quiser,completamente postal ilustrado.
O que nos deixa a pensar é o título, demasiado tablóide para nosso desgosto. Chapar na primeira página “Coimbra Património da Humanidade” é muito século XX. É que, de acordo com os documentos oficiais, a UNESCO apenas reconheceu 35,5 hectares dos 319,41 km² do concelho, o que não passa de um canteiro no jardim das notícias de proximidade.
É óbvio que não estamos pedir uma manchete com a indicação do número de metros protegidos, incluído os locais onde se vende o DC, mas está visto que o retrato ficava mais próximo da realidade se tivessem optado pelo oficial “Universidade de Coimbra, Alta e Sofia”, que mesmo não sendo bem assim, pois há uma parte da Sofia que não gosta de ser classificada, sempre é algo mais real do que imaginário.
Para nós tanto faz que confundam o Rossio com a Betesga, mas o e-leitor comum não está a ver as servidores da Cobra Dourada ou do Impacto a exigirem reconhecimento mundial!
Já viu que podemos estar fomentar um conflito diplomático com os países emergentes? Já nem vamos falar da cimenteira em Souselas ou de….
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